Em comparação com 2019, o número de pessoas atendidas para a prevenção e o tratamento do HIV caiu 11%. Já o número de pessoas tratadas contra a tuberculose resistente aos medicamentos caiu 19%. Camisinha é o contraceptivo mais indicado para proteção contra o HIV
Mariana Raphael/Saúde-DF
O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária afirmou que a pandemia de Covid-19 teve um impacto “devastador” na luta contra essas doenças. Pela primeira vez desde a sua criação em 2002, o fundo reportou uma diminuição na prevenção e no tratamento destas enfermidades e mostrou-se particularmente preocupado com a redução dos testes do vírus HIV e dos tratamentos da tuberculose.
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Em comparação com 2019, o número de pessoas atendidas para a prevenção e o tratamento do HIV caiu 11%, enquanto os testes para o vírus recuaram 22%, impedindo essas pessoas de acessarem o atendimento adequado. Ainda assim, o número de pessoas que recebem terapia antirretroviral para HIV aumentou 8,8% em 2020, atingindo 21,9 milhões de pacientes, observou o relatório publicado nesta terça-feira (8).
O número de pessoas tratadas contra a tuberculose resistente aos medicamentos caiu 19%. Nos países onde o Fundo Global investe, cerca de 4,7 milhões de pessoas receberam assistência para tuberculose em 2020, cerca de um milhão a menos que no ano anterior.
As intervenções para combater a malária “parecem ter sido menos afetadas pela Covid-19 do que as outras duas doenças”, observou o relatório. O estudo especificou que o número de redes distribuídas contra os mosquitos transmissores da doença subiu para 188 milhões (+17%).
Em 2020, o fundo desembolsou 4,2 bilhões de dólares para continuar a luta contra o HIV, tuberculose e malária e aprovou 980 milhões de dólares adicionais para financiar a resposta ao coronavírus. De acordo com a entidade, desde sua criação, em 2002, o Fundo Global salvou 44 milhões de vidas e o número de mortes por Aids, tuberculose e malária diminuiu 46% nos países sob sua assistência.
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